segunda-feira, 8 de agosto de 2011

sexta-feira, 8 de julho de 2011

amanhece,
























em marina, em solo
de cabelos negros
sorriso de menino
chega-me e vá embora

deixe,
tudo está em calma
o mar em ti flutua
o sol em mim atua
um misto de solidão
e cura

deixa,
que amor é o melhor
é bem e o mal maior
que nos atinge em fúria
na luta de história sã.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

morta


























deleite insaciável deglutia
todas as subjetivas alheias
palavras roubadas e capengas
de quem mal se conhece e
mal sabe orar

que importa língua presa
gagueira, mal falar
restava o masturbar
para chamar atenção
pra si

domingo, 8 de maio de 2011

A fábula do vidro e do tijolo



















pela vidraça vê-se o muro
vê-se furos
no paladar!

não há o que se esconda
e se oponha
à dor de fronha
e a amores de chafariz

é tudo tão caro
que o metal não pode pagar
beijara teus tijolos
e ainda trazia na língua
os esporos alheios

enganando-se cotidiano
e os olhos secos se fecham
na esperança da chuva
da fonte na praça central.

sábado, 16 de abril de 2011

baile de máscaras



























infiel dançava
infiltrada entre tantas
faces disfarçadas

dois pra lá
dois pra cá
rodopiavam

vestido de cetim alvo
como a sua alma
jamais sonhara ser

olhos em olhos vagos
como cadeiras teatrais
querendo o novo e mais

no fim da música
para de bailar
mas continua a dissimular.






*mais sobre o trabalho de Nirupam Borboruah:
http://www.nirupamborboruah.com/

sexta-feira, 8 de abril de 2011

do exclusivo




























o sabor incisivo
a arcada dentária
como identificação
de dolo

a cárie enfática
inocente
que domina
a isonomia dos falos.




*mais sobre o trabalho de Nirupam Borboruah:
http://www.nirupamborboruah.com/

terça-feira, 8 de março de 2011



























é brando e silencioso
posso tocar-te o som
tive-o carinho cálido de pai
do braço amigo que estende a mão
e alerta

no caos com poucos portos
sem âncoras ou horizontes
mareados oceanos dialéticos
revoltam-se conta a nau
poderia o rochedo ser sentimental?

quantas idas e vindas
marolas e tempestades
o casco duro se fere
em grandes descobertas

é quem ampara em signos múltiplos
pedra fundamental!